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Bahia ainda tem Judiciário majoritariamente branco, mesmo com cotas raciais

08 de July de 2026 0 leituras
Bahia ainda tem Judiciário majoritariamente branco, mesmo com cotas raciais
Foto: khezez | خزاز / Pexels

Mesmo sendo o estado com maior proporção de pessoas pretas e pardas do país, a Bahia ainda não refletiu essa realidade em suas carreiras jurídicas. Um estudo do Observatório da Branquitude, divulgado nesta terça-feira (7/6), mostra que a presença de profissionais brancos continua predominando no Judiciário e no Ministério Público baianos, apesar da adoção de políticas de cotas raciais.

Segundo a pesquisa, 58% dos juízes e desembargadores no estado se autodeclaram brancos. Entre promotores e procuradores de Justiça, o percentual é ainda mais alto: 66%. Os números chamam atenção porque contrastam com o perfil da população baiana, em que cerca de 80% dos habitantes se identificam como pretos ou pardos.

O levantamento reforça um problema estrutural que vai além do acesso formal aos concursos públicos. Ainda que as ações afirmativas tenham ampliado oportunidades, os dados indicam que a presença negra nas posições mais altas da carreira jurídica segue limitada, revelando barreiras que começam na formação, passam pela preparação para seleções e alcançam os espaços de maior prestígio institucional.

Na prática, a pesquisa coloca em debate a efetividade das cotas e a necessidade de políticas mais amplas para democratizar o sistema de Justiça. Para além da composição numérica, o desafio é construir instituições que espelhem a sociedade baiana e assegurem diversidade também nos cargos de decisão.

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Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de www.conjur.com.br.
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